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Evolução da velha fita de backup armazena 700 discos de Blu-Ray

fita
Mídia é a preferida por empresas para cópias de segurança.
Leitoras de fitas buscam arquivos e etiquetam cartuchos.

Se você precisa fazer backup de um arquivo, grava em seu disco rígido externo, em um pen drive ou até em um DVD. Quem sabe esteja pensando em usar um Blu-Ray, que armazena 50 GB? No mundo corporativo, usam-se fitas – tecnologia que muitos usuários acreditam estar no passado, em uma época de memórias flash e unidades ópticas. Mas não só as fitas são o padrão para backup de grande quantidade de dados, mas devem continuar sendo nos próximos anos.

“As fitas são o meio de armazenamento com melhor custo benefício do mercado para o seu fim, que é o armazenamento a longo prazo”, afirma Edgar Santos, executivo de Storage (armazenamento) da IBM Brasil. Segundo ele, o preço por GB pode chegar a 20 centavos e uma fita dura cerca de 30 anos. “Nossos clientes tem entre 5 a 15 vezes mais capacidade em fitas do que em disco rígido”.

Recentemente, o Google informou que precisou recorrer às fitas de backup para recuperar e-mails depois que pelo menos 150 mil contas do Gmail foram completamente perdidas.

As fitas de hoje são um pouco diferentes das tradicionais cassete ou VHS, mas ainda funcionam com o mesmo princípio: a fita dentro do cartucho precisa ser “passada” até o ponto que se quer ler ou escrever. O formato mais comum hoje é Linear Tape-Open (LTO), um padrão aberto apoiado por dezenas de fabricantes.

Não existe tecnologia em vista para substituí-las – apenas complementos. O que a IBM conseguiu, na verdade, foi criar uma fita capaz de armazenar 35 TB de dados sem compactação – a compactação pode, em tese, elevar esse número para até 100 TB por cartucho.

Cada TB (terabyte) possui 1.000 GB (gigabytes), pelo Sistema Internacional de Unidades. Um gigabyte é suficiente para armazenar um filme de duas horas em boa qualidade – logo, um TB serve para armazenar mil filmes. Como comparativo, a mídia Blu-Ray, que armazena filmes em alta definição, armazena no máximo 50 GB. Uma fita seria equivalente a 700 discos Blu-Ray.

Essa tecnologia deve estar no mercado dentro de “alguns anos”, segundo o executivo da IBM. Hoje, as fitas com maior capacidade permitem gravar até 3 TB, com compactação, o equivalente a 60 discos Blu-Ray e a mesma capacidade encontrada nos maiores discos externos. Discos rígidos, porém, têm uma desvantagem: se ficarem parados sem alimentação de energia elétrica, seus componentes mecânicos podem deixar de funcionar, ao contrário da fita, que pode ficar anos armazenada sem precisar de energia elétrica.

Etiqueta no cartucho
O administrador de redes Julio Cesar de Faria, 31, trabalha com fitas há 15 anos, desde o formato conhecido como DAT, em que os cartuchos pareciam fitas cassete. Segundo ele, o maior problema é a restauração dos dados quando tudo der errado. “Ainda é lento do meu ponto de vista”, diz.

Faria explica que as fitas de hoje são “maravilhosas” se comparadas com as de antigamente e há outras tecnologias que facilitam a vida dos técnicos.

“Existem as Tape Library que suportam em suas bandejas diversas fitas. A cabeça de gravação e leitura procura as fitas, grava, armazena e algumas já fazem até a etiqueta”, conta.

Os sistemas também são capazes de verificar dados novos e realizar apenas a cópia daquilo que foi modificado ou é novo em relação ao que já está na fita. Depois, os dados são mesclados para garantir que todas as informações sejam restauradas.

“O backup realizado recebe uma data de expiração, que pode ser de uma semana, um mês ou anos. Quando expira, a fita é reutilizada”, afirma Faria.

Incentivos
Além do baixo custo e durabilidade, as fitas são também preferidas porque ajudam as empresas cumprirem leis e outros dispositivos de regulamentação. “Outro motivador para esta tecnologia é a nota fiscal eletrônica, que despertou a preocupação de empresas de diversos portes com os processos de backups e garantia de recuperação dos dados”, afirma Andrea Corrêa, gerente de marketing de Storage da HP.

Corrêa também explica que as fitas têm um preço baixo porque são um padrão da indústria com “mais de 20 grandes fornecedores”. Segundo ela, esse cenário garante a “liberdade de escolha de fornecedor, disponibilidade de produto e preços muito mais competitivos em relação a outras tecnologias proprietárias”.

Na área de tecnologia, fitas têm incorporado recursos de armazenamento em disco e o que os executivos chamaram de “desduplicação”. Nessa tecnologia os dados são enviados para um sistema com discos rígidos que organizam os dados, removendo informações duplicadas, que serão então enviadas às fitas para armazenamento. O sistema intermediário de discos rígidos também garante que backups recentes restaurados com mais facilidades.

É claro que nem tudo sempre funciona bem. O administrador de redes Julio Faria resume da seguinte forma: “você só sabe que não tem um backup bom quando precisa dele”. Segundo ele, mesmo com testes realizados mensalmente ou anualmente nas fitas, para verificar a integridade, ainda pode dar tudo errado – e o importante não é a tecnologia, mas o processo adequado. “Saber quando um backup foi feito ou quando ele não foi feito é muito mais importante do que o próprio backup”, explica o técnico.

“O que seria uma simples cópia para o usuário doméstico se torna uma tarefa altamente especializada demandando planejamento e estratégia”, sentencia Corrêa, da HP.

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